Cinérea
a base permanece, o conteúdo se renova
Ateliê em Campos do Jordão. Cada escultura de gesso é moldada, curada e acabada à mão, uma por vez. O que elas guardam muda. A escultura, não.
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ci·né·re·a · adjetivo · do latim cinereus, de cinis, cinza
Da cor da cinza. Que tem cinzas, ou que delas se formou.
A vela queima até o fim e vira cinza. O gesso que a sustenta continua ali, pronto para receber areia nova. O nome não descreve a peça: descreve o que acontece com ela.
A vela acaba. A escultura, não.
Vela comum se consome inteira: quando a cera acaba, acabou o objeto também. A nossa separa as duas coisas. A escultura é de gesso e fica para sempre; o que queima é a areia perfumada que você põe dentro.
Sem molde, sem cera grudada no vidro, sem raspar nada. Acabou, você repõe a areia e o pavio, e recomeça.
1 Preencha
Areia perfumada na taça, em camadas de cor à sua escolha.
2 Acenda
Fixe o pavio e acenda. O aroma sobe, a escultura fica intacta.
3 Reponha
Quando a fragrância se esgotar, troque só a areia.
Antes do gesso, ela é um desenho.
Cada peça começa modelada em três dimensões. É desse modelo que sai o molde, e é do molde que sai o gesso, um de cada vez, à mão.
O que você vê aqui é o modelo, girando. A peça que chega na sua casa é de gesso: fosca, com o peso e a textura que só o material tem.
Ver as peças da vitrine →A peça diz o que você quiser.
Dentro de cada peça há um chip. Quem encostar o celular nela abre o que você escolheu deixar ali: uma playlist, a rede de wi-fi da casa, um recado, um endereço. Sem aplicativo, sem cadastro: encostou, abriu.
E quando você quiser dizer outra coisa, é só trocar. A peça continua a mesma.
O chip não fica solto no gesso: ele vive num medalhão, encaixado num lugar próprio da escultura. Como é um objeto à parte, sai da peça e volta, e pode passar de uma escultura para outra.
O mesmo medalhão existe em versão chaveiro, para levar no bolso o que a peça diria. Ele não tem bateria: quem acorda o chip é o campo do próprio celular, no instante em que os dois se aproximam. É a mesma tecnologia do cartão por aproximação, e o motivo de a peça continuar funcionando daqui a dez anos.
Ver o chaveiro na loja →Experimente
O que a sua peça diria?
Escreva e veja, ao lado, o que apareceria no celular de quem encostasse nela.
Para quem tem uma peça.
O app da Cinérea é de quem já levou uma peça para casa. É por ele que você escolhe o que ela guarda, vê o que ela já disse antes, e repõe a areia quando acabar.
Quem ganha a peça de presente não precisa de nada disso para usá-la: basta encostar o celular.
Em breve nas lojas de aplicativos.
Feito à mão, em Campos do Jordão.
A Cinérea é um ateliê, não uma fábrica. Cada peça é moldada, curada e acabada à mão, uma por vez, e por isso nenhuma sai exatamente igual à outra. É essa a razão de existir da marca: fazer objetos que durem mais que o próprio conteúdo.
As peças numeradas trazem certidão de origem: encostando o celular, aparece o modelo, o número da série e quando ela foi feita. Quem faz assina o que fez.
Boa parte do que sai daqui nasce de encomenda: um formato para um lugar, uma peça para uma data, uma quantidade para uma empresa. Se o que você precisa não está na loja, é porque ainda não foi feito.
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O que permanece quando a chama passa
Antes de fazer qualquer peça, precisamos entender o que estávamos manipulando. Escrevemos 86 páginas sobre olfato, fogo e a arte de habitar a própria casa, e elas são suas.
Ler e baixar, de graça →